A verdade dura que ninguém quer ouvir
70% dos projetos de Business Intelligence falham.
E a maioria não falha por culpa da tecnologia. Falha porque a empresa compra a ferramenta antes de organizar a base que ela precisa para funcionar.
O Power BI não é o problema. O Tableau não é o problema. O Looker não é o problema.
O problema é instalar uma camada analítica em cima de processo improvisado, dado inconsistente e cultura que decide no feeling.
A história que se repete
Um CEO me disse essa semana que a empresa dele gastou duzentos mil reais em Power BI e ninguém usa.
Seis meses depois da entrega, o painel está parado.
A reação imediata foi culpar a ferramenta, depois o consultor, depois o time. A causa real estava em outro lugar.
E não falo de BI por opinião. Implantei mais de cem dashboards em quase duas décadas.
A maioria entregou retorno. Os que não entregaram tinham todos a mesma coisa em comum, e não era a versão do Power BI.
O que faz projetos de BI falharem antes mesmo da implantação
A maior parte das falhas começa antes da primeira reunião de escopo. Quando a empresa decide implantar BI sem entender que decisão quer tomar com aquilo, o projeto já nasce torto.
A pergunta inicial deveria ser simples:
Que decisão hoje é tomada no escuro e precisa virar decisão por dado?
Sem essa resposta, o BI vira coleção de relatórios bonitos que ninguém lê.
O time olha uma vez para validar que o painel está bonito. Depois volta para a planilha de sempre, porque a planilha resolve a pergunta real do dia a dia.
Outro padrão recorrente
A empresa contrata BI achando que a tecnologia vai disciplinar o time.
Não vai.
BI mostra o que existe. Se o vendedor não preenche o sistema, o painel fica vazio. Se o financeiro lança no improviso, o relatório fica errado.
A ferramenta amplifica o que está pronto, não inventa o que está faltando.
E tem o erro mais caro
Comprar BI antes de ter dado confiável.
O dashboard fica pronto, alguém compara com a planilha do gerente sênior e os números não batem.
A partir daí, ninguém confia mais no painel. O projeto está morto, mas ninguém desliga formalmente.
